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Padroeira: Santa Marinha. População: 1.137 habitantes (I.N.E. 2001) e 721 eleitores em 31-12-2003. Sectores laborais: Agricultura e pecuária, apicultura e pequeno comércio. Tradições festivas: Santa Marinha (18 de Julho), Santa Rita (50 dias após a Páscoa), e Cavaleiros (1 de Agosto). Valores Patrimoniais e aspectos turísticos: Igreja paroquial e capelas do Preto e de Santa Rita, Lugar do Crasto e monte de Santa Rita. Artesanato: Bordados em linho. Gastronomia: Cozido à portuguesa, Enchidos de porco (fumeiro), Cabrito serrano. Colectividades: Associação Cultural e Recreativa dos Cucos.
Estendendo-se por uma área de cerca de 946 ha, Roussas desfruta de características muito especiais, visto que tem uma parte urbana que se confunde com a Vila de Melgaço, a sede do Concelho, outra parte semi-urbana e a restante área profundamente rural. Assim se compreende porque Roussas situa-se na encosta do Monte de Santa Rita, nas faldas da Serra da Peneda, aí poder proporcionar vistas magnificas sobre o Vale do Minho e sobre a Galiza. Os seus limites estão estabelecidos da seguinte forma: a Norte com as Freguesia de Chaviães e da Vila, a Sul com a Freguesia de S. Paio, a Nascente com as Freguesias de Fiães e Paços e a Poente com a Freguesia de Prado e novamente com a Freguesia da Vila.
Acerca da história de Roussas pode-se recorrer à toponímica e citar o lugar de Crasto, que indica a existência no passado de comunidades castrejas, o que não é de estranhar se tivermos em conta os achados arqueólogos encontrados em freguesias imediatamente vizinhas.
Em termos documentais, no livro "Inventário Colectivo dos registros Paroquiais Vol. 2 Norte Arquivos Nacionais /Torre do Tombo" pode ler-se na integra:
« Na lista das igrejas situadas no território de Entre Lima e Minho, elaborada por ocasião das Inquirições de D. Afonso III, em 1258, Roussas é citada como uma das igrejas do bispado de Tui. Denominava-se então "Roucis".
Em 1320, no catálogo das mesmas igrejas, mandado elaborar pelo rei D. Dinis, para pagamento de taxa, Santa Marinha de Roussas, da terra de Valadares, foi taxada em 120 libras,
Em 1444, D. João I conseguiu do papa que este território fosse desmembrado do bispado de Tui, passando a pertencer ao de Ceuta, onde se manteve até 1512. Neste ano, o arcebispo de Braga, D. Diogo de Sousa, deu a D. Henrique, bispo de Ceuta, a comarca eclesiástica de Olivença, recebendo em troca a de Valença do Minho, Em 1513, o papa Leão X aprovou a permuta.
No registo da avaliação dos rendimentos dos benefícios eclesiásticos da comarca de Valença, efectuado em 1546, Santa Marinha de Roussas rendia 40 mil réis. Pertencia à terra da vila de Melgaço.
Na cópia de 1580 do Censual de D. Frei Baltasar Limpo, sobre a situação canónica destes benefícios, Santa Marinha de Roussas era metade da apresentação do bispo e da igreja de Braga e a restante de padroeiros. Conforme o registo das confirmações de D. Diogo de Sousa eram seus padroeiros os filhos de Lopo Soares.
Américo Costa refere apenas que Santa Marinha de Roussas fora primitivamente padroado da antiga Casa do Paço de
Roussas, tendo passado, mais tarde, para o arcebispo de Braga.
Em termos administrativos, a freguesia pertenceu, em 1839, à comarca de Monção e, em 1874, à de Melgaço».
Inventário do Património Arquitectónico
Em http://www.monumentos.pt
Informações detalhadas acerca de:
► Quinta de Eiró
Fontes consultadas: Inventário Colectivo dos registos Paroquiais Vol. 2 Norte Arquivos Nacionais /Torre do Tombo e Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais.
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